Segundo Tiago Camacho, a diversidade da candidatura do Bloco de Porto Santo, na Madeira, é a prova da “vontade de mudar a governação autárquica”. O candidato vê com “preocupação o futuro de Porto Santo” e quer que a candidatura bloquista seja “uma oportunidade para lançar alertas sobre problemas e mudar políticas”.
Das prioridades do programa do Bloco à ilha de Porto Santo destaca-se o combate à sazonalidade do turismo, por forma a fazer com que os portossantenses tenham trabalho e emprego durante todo.
“Se uma pessoa não tiver trabalho, essa realidade pode afetar a parte financeira, a saúde e ainda a componente psicológica, que leva a depressões e a situações potencialmente mais graves. É preciso olhar para esta realidade e procurar soluções”, afirmou o candidato em declarações ao Funchal Notícias. Tiago Camacho considera que a valorização do património da ilha poderá aumentar a afluência de turistas ao longo de todo o ano.
O candidato, que trabalha na restauração, frisou que o modelo de desenvolvimento da ilha, nos últimos anos, esqueceu por completo “a parte social”, levando ao abandono das populações mais carenciadas. Nesse contexto, a aposta num turismo sustentável será uma das bandeiras do Bloco.
“Acho que, pelo rumo que as coisas estão a tomar, se nada for feito, não haverá habitantes nesta ilha daqui a 25 anos. Talvez aí venham pessoas de fora para trabalhar e os hotéis só funcionem no verão, mas de resto não haverá vida na ilha além disso”, referiu Tiago Camacho.
A primeira candidata à Assembleia Municipal de Porto Santo é Susana Patrícia Goes Mendonça Nita, com 26 anos de idade, trabalhadora da restauração.
O Coordenador Regional do Bloco de Esquerda da Madeira, Roberto Almada diz que a abertura das listas do Bloco “à cidadania”, através da apresentação de um cabeça de lista que não é militante do partido, é “importantíssima”, já que os bloquistas querem "dar a voz e a vez a pessoas, que independentemente de terem filiação partidária ou não, trabalham e conhecem bem a realidade do Porto Santo”.
Roberto Almada referiu ainda que é tempo de colocar fim à “balbúrdia” e às “brigas de comadres” na Assembleia Municipal e resolver os problemas dos portossantenses.