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Luta de trabalhadores de restaurante no Porto é exemplo para o país

Trabalhadores despedidos ilicitamente de um restaurante no Porto receberam apoio numa concentração de solidariedade. José Soeiro elogiou o "exemplo que estão a dar a muitos trabalhadores deste país, que sabemos que vivem situações semelhantes em silêncio".
José Soeiro na vigília de solidariedade com trabalhadores do restaurante Ignez. Foto de Henrique Borges/Facebook.
Foto de Henrique Borges/Facebook.

Os trabalhadores do restaurante Miradouro Ignez, no Porto, foram apoiados este sábado por uma manifestação de solidariedade junto ao restaurante. Situações recorrentes de salários atrasados, não pagamento de feriados, e não-pagamento pela empresa Varandas Nómadas dos descontos à Segurança Social, tinham-nos levado a fazer greve no início do mês.

Após a greve, a situação agravou-se com o despedimento de grevistas em retaliação. Segundo o Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP), o dono do restaurante despediu três dos trabalhadores por terem aderido ao protesto e sonegou-lhes salários que já tinha pago aos restantes colegas. Denunciou também às autoridades o delegado sindical, um imigrante que afirmava estar em situação ilegal.

O sindicato considerou na altura os despedimentos ilícitos, precisando que “os trabalhadores trabalham há mais de um ano neste estabelecimento e têm o processo em andamento de regularização". Este "só não está concluído porque a empresa apenas há pouco mais de um mês forneceu o respetivo contrato de trabalho escrito, na sequência de queixas apresentadas na ACT e na Segurança Social”, afirmou o sindicato.

Este sábado houve uma vigília em solidariedade com os trabalhadores junto ao restaurante, organizado pelo Sindicato de Hotelaria do Norte. José Soeiro, presente na vigília, deixou uma palavra de solidariedade aos trabalhadores na luta para voltar ao seu posto de trabalho, "que é vosso por direito". Elogiou o "exemplo que estão a dar a muitos trabalhadores e trabalhadoras deste país, que sabemos que vivem situações semelhantes em silêncio, porque se sentem inibidos pela situação de fragilidade em que estão", sobretudo "quando são imigrantes que estão a lutar para regularizar a sua situação". Soeiro assegurou ainda que podem "podem contar connosco" para intervir junto da ACT e da Assembleia da República.

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