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Lula à frente na primeira volta das presidenciais brasileiras

O candidato do PT fica em primeiro lugar com 48% dos votos, batendo o atual presidente Bolsonaro que conseguiu passar à segunda volta.
Lula nas urnas. Foto de Fernando Bizerra/EPA/Lusa.
Lula nas urnas. Foto de Fernando Bizerra/EPA/Lusa.

Numa eleição altamente polarizada, Lula da Silva acabou na frente da primeira das presidenciais brasileiras deste domingo. O candidato do PT partiu atrás nas primeiras contagens de votos mas foi gradualmente subindo até que passou para a frente quando estavam contados 70% dos votos. Com 98,54% dos votos contados até ao momento em que esta notícia foi redigida tinha 48,11%.

Jair Bolsonaro fica em segundo lugar com 43,48% mas consegue afastar o espetro da eliminação na primeira volta. As projeções davam-lhe piores resultados do que acabou por ter, sobretudo em dois dos três estados com mais eleitores, o Rio de Janeiro e São Paulo. Para além disso, vários dos seus aliados também conseguiram bons resultados nas eleições para governador e para o Senado.

A jornalista da Globo Malu Gaspar, que analisou os grupos de Whatsapp bolsonaristas durante o ato eleitoral sublinhou que, enquanto Bolsonaro ia à frente, o tema recorrente da “fraude eleitoral” e os ataques à fiabilidade das urnas eletrónicas não marcaram presença. Só que depois do resultado se ter invertido a situação mudou. E os apoiantes do atual presidente concentrados em frente à sua casa começaram a gritar “fraude”. Depois disso, um grupo de bolsonaristas mostrou uma faixa na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a pedir a prisão imediata dos juízes do Supremo Tribunal Federal.

Os outros candidatos tiveram votações muito distantes das dos dois principais contendores. Em terceiro lugar ficou a advogada e senadora pelo estado do Mato Grosso do Sul Simone Tebet do Movimento Democrático Brasileiro e que se candidatou numa coligação que incluiu o PSDB, o Cidadania e o Podemos. Obteve 4,20%.

Ciro Gomes do Partido Democrático Trabalhista fica em quarto lugar com 3,05%, muito abaixo das suas expetativas e muito longe dos 12,47% que tinha tido nas presidenciais de 2018.

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