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Luís Fazenda na Catalunha: relato de um observador II

As organizações civis pró-referendo referem muita intimidação ao membros das mesas devido às multas aplicáveis mas, sobretudo, ao ambiente criado de potencial intervenção judiciária total a partir de segunda-feira.
Protesto anti-referendo em Barcelona. Foto de Juan Carlos Cardenas EPA/Lusa.
Protesto anti-referendo em Barcelona. Foto de Juan Carlos Cardenas EPA/Lusa.

O ministro dos assuntos exteriores da Generalitat da Catalunha, Raül Romeva, afirma que após a ocupação do centro de telecomunicações há sempre um plano b, c, d, e até z. Este centro era necessário para a contagem dos votos mas o governo catalão aparenta ter alternativa.

Entretanto, os Mossos estão a fazer um reconhecimento generalizado das secções de voto que estão defendidas em piquete, uma minoria, das que não estão. Há poucas horas houve uma concentração anti-referendo, com bandeiras espanholas, em frente à Generalitat com poucas centenas de pessoas que procuraram provocar incidentes.

As organizações civis pró-referendo referem muita intimidação ao membros das mesas devido às multas aplicáveis mas, sobretudo, ao ambiente criado de potencial intervenção judiciária total a partir de segunda-feira.

Saudação fascista em Madrid, distúrbios em Barcelona 

Em Madrid, uma concentração convocada este sábado pela Fundação Denaes, de extrema direita, juntou perto de 2 mil pessoas contra o referendo na praça Cibeles. 

Na manifestação, podiam ouvir-se palavras de ordem como «Espanha unida jamais será vencida» ou ainda «Puigdemont a prisión» (referindo-se ao chefe do governo catalão). Várias pessoas fizeram a saudação fascista e, entre as várias bandeiras de Espanha também se encontrava a bandeira franquista. 

Em Barcelona, outra manifestação anti-referendo tentou forçar as barreiras policiais junto ao parlamento catalão, com a intenção de colocar a bandeira de Espanha no edifício. 

 

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