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Louvre: greve encerra o museu dos trabalhadores esgotados

A face menos artística do museu parisiense é o esgotamento dos seus trabalhadores. Baixas massivas e falta de recursos originaram protestos dos trabalhadores do Louvre. Uma greve fechou esta terça-feira o museu mais famoso do mundo.
Foto de Matt Biddulph/flickr

As visitas ao Louvre têm crescido exponencialmente. Desde 2009, o número de visitantes subiu 20%. Houve, no ano passado, um recorde de visitantes. Foram apenas um pouco menos de entradas neste museu do que habitantes tem Portugal: 10,2 milhões de pessoas visitaram o Louvre em 2018.

Só que o número de trabalhadores não acompanha esta subida. Antes pelo contrário. O quadro de funcionários diminui. Por isso, os funcionários do Louvre dizem-se esgotados com este excesso de visitantes.

Este foi o motivo central do encerramento esta segunda-feira do mais famoso museu do mundo. Os trabalhadores decidiram entrar em greve na sequência de um plenário. Querem “expressar o seu descontentamento” porque, diz o sindicato Sud Culture Solidaires, o “Louvre está a sufocar”. E “os trabalhadores têm constatado uma degradação sem precedentes das condições de visita e de trabalho”. Reivindicam a contratação de mais trabalhadores, nomeadamente vigilantes.

A direção do museu limitou-se a publicar no twitter que o museu está encerrado excecionalmente e que o preço dos bilhetes poderá ser devolvido a quem o solicitar.

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