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Logística da Super Bock em greve dia 27 e 28

Os trabalhadores da LETA, uma empresa que presta serviços à Super Bock no setor da logística, marcaram uma greve para a próxima terça e quarta-feira. Reunidos em plenário, constataram que a empresa não tinha dado “qualquer demonstração de vontade em negociar”.
Carrinha de distribuição da Super Bock.
Carrinha de distribuição da Super Bock. Foto de Kolforn. Wikimedia Commons.

Em comunicado o Sintab, Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal, explicou que a administração da LETA assumiu uma “posição irredutível” nos encontros negociais com os trabalhadores. E já no plenário da semana passada, os trabalhadores tinham constatado que não havia “qualquer demonstração de vontade em negociar” o caderno reivindicativo apresentado em março.

Por isso, decidiram avançar para a greve. Reivindicam melhorias das condições de trabalho, aumentos salariais, pagamento adequado das horas de trabalho noturno e suplementar, pagamento do regime de trabalho em horário concentrado e sua regularização.

Os trabalhadores acusam ainda a empresa da “ilegal e inqualificável retirada de dias de férias, contabilizando-as em horas, valendo-se do argumento de os Trabalhadores fazerem jornadas de trabalho de 12 horas”.

Para além disto, acreditam que a falta de vontade da LETA se explica por uma “sórdida convicção” de que será “à custa da contínua precarização dos direitos e remunerações dos trabalhadores” que vão conseguir manter o preço de prestação do serviço à Super Bock “e a sua margem de lucro”.

Para contrastar com a atitude dos responsáveis pela LETA, o sindicato informou que “claros avanços noutras empresas que operam naquelas instalações” em Leça do Balio e lembrou que a administração da Super Bock vinculou mesmo cerca de 60 trabalhadores que trabalhavam precariamente em empresas de trabalho temporário. Assim, os trabalhadores da logística “viram-se na grave situação de passarem a ser os mais mal remunerados de toda a área de trabalho”.

O comunicado do Sintab termina o seu comunicado com a declaração de que os trabalhadores continuam abertos ao diálogo até à greve e pretendem “que se esgotem todos os esforços de negociação com vista a acordo que satisfaça os Trabalhadores”.

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