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Lisboa: Bloco quer criar 5 mil camas em residências universitárias

Beatriz Gomes Dias reuniu com estudantes e visitou a residência universitária do Pólo da Ajuda, inaugurada durante o atual mandato. O reforço da oferta de camas foi uma das propostas do Bloco incluídas no acordo de governação da cidade.
Beatriz Gomes Dias
Beatriz Gomes Dias. Foto de Ana Mendes.

“Lisboa tem 6,6% de vagas para estudantes deslocados, é muito insuficiente, ainda por cima é metade da média nacional que é de 13%, já de si também insuficiente, Lisboa ainda tem menos de 13%. É preciso aumentar a capacidade. Uma das propostas que temos para o mandato, que vai até 2025, é criar a oferta de cinco mil vagas para estudantes deslocados em residências universitárias”, disse Beatriz Gomes Dias à agência Lusa durante uma visita à residência do Pólo Universitário da Ajuda esta quinta-feira.

A conclusão da construção desta residência adiada há décadas foi uma das propostas do Bloco incluída no acordo pós-eleitoral com o PS para o mandato que agora termina. Foi inaugurada há dois anos e conta com 179 camas, com valores de renda por quarto que variam entre os 76 euros para os bolseiros da ação social e os 190 euros, consoante o rendimento. A oferta aumentará para 300 camas até ao fim do ano, quando estará concluída a segunda fase da construção.

"Há quatro anos, quando o preço dos quartos chegava por vezes a 500 euros, a ausência de maioria absoluta do PS permitiu que o Bloco inscrevesse no acordo a criação 400 vagas por ano. Em 2019 abriu a Residência da Ajuda com mais de 180 vagas e só este ano abrirão mais 1300", afirmou Beatriz nas redes sociais.

O dia de campanha passou por um almoço na cantina com estudantes da Universidade Nova de Lisboa, onde o tema da dificuldade no acesso a habitação foi dos assuntos mais abordados. Os estudantes queixaram-se de não conseguirem encontrar quartos “baratos e com dignidade de espaço, onde não sejam escuros, pequenos e sem janelas”. Isso traduz-se num custo mensal próximo do salário mínimo, “um peso para as famílias quando têm mais do que um universitário”.

O reforço da oferta de residências universitárias já tinha sido abordado esta semana por Beatriz Gomes Dias na apresentação do projeto “Arroios em Comum”, que inclui a reconversão da atual Academia Militar numa residência com 200 camas. No caso da Ajuda, a residência foi construída de raiz em terreno camarário e a candidata do Bloco diz que “podemos usar vários modelos” para aumentar a oferta de camas, uma vez que a autarquia “tem terrenos, prédios dispersos na malha urbana que podem ser reabilitados”.

“Podemos construir de raiz, como este caso, ou reabilitar património próprio [camarário] ou do Estado central, de forma a aumentar a oferta”, sublinhou a candidata bloquista à Câmara de Lisboa.

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