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Lidl contratou trabalhadores temporários para furar greve, acusa sindicato

A direção regional de Braga do CESP acusa o Lidl de contratar cinco trabalhadores a uma empresa de trabalho temporário, para fazerem o mesmo trabalho que os efetivos que estão em greve. Começa esta sexta uma greve de três dias no Entreposto norte do Lidl contra a precariedade e por melhores condições.
Placa do Lidl. Foto de DennisM2/Flickr.
Placa do Lidl. Foto de DennisM2/Flickr.

Com uma concentração em frente ao Entreposto norte em Vila Nova de Famalicão, iniciou-se na manhã desta sexta-feira uma greve de três dias dos trabalhadores desta unidade do Lidl. Antes desta começar, a direção regional de Braga do CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, acusou a empresa de não respeitar o direito à greve dos trabalhadores.

Segundo a estrutura sindical, “com o receio esperado do impacto da luta dos trabalhadores neste armazém e o não abastecimentos das lojas”, a empresa contratou cinco trabalhadores a uma empresa de trabalho temporário, a Work Permit. Estes entraram ao serviço a três de agosto, já depois de conhecido o pré-aviso de greve. O CESP diz que “não lhe foi dado a conhecer o plano de contingências” e “espanta-se, que estes novos trabalhadores estão a desempenhar as mesmas tarefas dos trabalhadores Lidl efetivos e sem qualquer medida de distanciamento”.

Os trabalhadores do Entreposto norte do Lidl exigem um vínculo efetivo para cada posto de trabalho permanente e acusam a rede de retalho de “não respeitar os seus trabalhadores”, de investir “gradual e fortemente na precariedade destes seus trabalhadores”, muitos dos quais “auferem salários bem inferiores ao Salário Mínimo Nacional e vivem abaixo do limiar da pobreza”.

Segundo o CESP, o que “importa para o Lidl é investir milhões de euros a cada ano em publicidade e campanhas de marketing, entrando pelas casas a dentro [com] publicidade enganosa e camuflando aos olhos de todos os portuguesas a dura realidade que vivem estes trabalhadores do Lidl”.

O aumento dos salários de todos os trabalhadores, a negociação do caderno reivindicativo e a resolução de uma série de outros problemas estão também em cima da mesa neste processo de luta.

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