O Prémio Pessoa 2025, atribuído pelo Expresso e a CGD para distinguir a atividade de portugueses e portuguesas com um papel significativo na vida cultural e científica do país, será entregue à escritora Lídia Jorge.
A escritora e conselheira de Estado, que no passado 10 de Junho presidiu às comemorações oficiais e fez um discurso a condenar o racismo, a escravatura e a cultura da mediocridade, reagiu ao anúncio do Prémio Pessoa com surpresa e alegria.
“Sinto como se o prémio não fosse só para mim, mas fosse para a comunidade literária, para as mulheres da literatura e para as mulheres que têm também uma voz cívica, que não se calam e que falam, que não têm medo de dizer as palavras que lhe vão na alma”, afirmou Lídia Jorge ao Diário de Notícias.
"A sua escrita criativa e diversificada tem sido capaz de revelar o poder da literatura para nos ajudar a compreender os grandes desafios do mundo contemporâneo e a sua intervenção cívica corajosa tem contribuído decisivamente para enriquecer o debate democrático na sociedade portuguesa”, diz a ata do júri, salientando que a obra de Lídia Jorge “incide sobre um espectro muito amplo de temáticas, desde o impacto de situações vivenciais extremas nos seus personagens à recriação de contextos que evocam momentos históricos decisivos da vida portuguesa do último século, em particular no período pós-25 de Abril, como a descolonização, a transição da ditadura para a democracia, a exclusão social e a emergência de novos fenómenos de discriminação e fratura social”.