Líbia: autoridades atacam manifestantes

19 de fevereiro 2011 - 13:22

Em apenas três dias, os confrontos na Líbia entre os manifestantes que exigem a saída do presidente líbio e as forças pro-governo já causaram mais de uma centena de mortos. Em Benghazi, na noite de sexta-feira foram mortas 35 pessoas.

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O hospital Al-Jalaa em Benghazi recebeu os corpos de 35 pessoas, sendo que um funcionário do hospital disse à Human Rights Watch que as mortes foram causadas por ferimentos de bala no peito, pescoço e cabeça.

Segundo a Human Rights Watch, as forças de segurança líbias mataram 35 pessoas na zona leste da cidade de Benghazi,  na noite de sexta-feira, o que eleva o número de mortos nos quatro dias de protestos a mais de 100 mortos, de acordo com esta organização.  

Forças especiais líbias invadiram um acampamento de protesto na zona leste da cidade de Benghazi, segundo a Associated Press, e  atacaram centenas de manifestantes, incluindo advogados e juízes, que estavam acampados ao longo dos últimos dois dias em frente do tribunal na cidade, que tem sido um foco para a agitação contra o governo. O hospital Al-Jalaa em Benghazi recebeu os corpos de 35 pessoas, sendo que um funcionário do hospital disse à Human Rights Watch que as mortes foram causadas por ferimentos de bala no peito, pescoço e cabeça.



Tal como aconteceu no Egipto, o governo da Líbia terá cortado, na noite de sexta-feira, o acesso à Internet e o canal Al-Jazeera queixa-se de que o seu canal de notícias árabe está a ser bloqueado em diversas frequências. Segundo informações mais recentes, o acesso à internet já terá sido restaurado durante a manhã de sábado.

Segundo fonte da France Press, o procurador-geral da Líbia, Abdelrahman Al-Abbar, ordenou a abertura de “uma investigação sobre as razões e os resultados dos eventos em várias cidades e apelou para que houvesse celeridade nos procedimentos para rapidamente julgar-se os culpados de mortes ou saques".