Segundo a Human Rights Watch, as forças de segurança líbias mataram 35 pessoas na zona leste da cidade de Benghazi, na noite de sexta-feira, o que eleva o número de mortos nos quatro dias de protestos a mais de 100 mortos, de acordo com esta organização.
Forças especiais líbias invadiram um acampamento de protesto na zona leste da cidade de Benghazi, segundo a Associated Press, e atacaram centenas de manifestantes, incluindo advogados e juízes, que estavam acampados ao longo dos últimos dois dias em frente do tribunal na cidade, que tem sido um foco para a agitação contra o governo. O hospital Al-Jalaa em Benghazi recebeu os corpos de 35 pessoas, sendo que um funcionário do hospital disse à Human Rights Watch que as mortes foram causadas por ferimentos de bala no peito, pescoço e cabeça.
Tal como aconteceu no Egipto, o governo da Líbia terá cortado, na noite de sexta-feira, o acesso à Internet e o canal Al-Jazeera queixa-se de que o seu canal de notícias árabe está a ser bloqueado em diversas frequências. Segundo informações mais recentes, o acesso à internet já terá sido restaurado durante a manhã de sábado.
Segundo fonte da France Press, o procurador-geral da Líbia, Abdelrahman Al-Abbar, ordenou a abertura de “uma investigação sobre as razões e os resultados dos eventos em várias cidades e apelou para que houvesse celeridade nos procedimentos para rapidamente julgar-se os culpados de mortes ou saques".