Os juros da dívida da Grécia atingiram esta quinta-feira no mercado secundário os 46%, no prazo de dois anos, constituindo um novo recorde desde a era do euro. As taxas para obrigações a cinco e a dez anos também avançaram para os 22,25% e 18,41%, respectivamente.
O diferencial das obrigações emitidas pelo governo de Atenas a dez anos face às alemãs, outro indicador de risco, registou igualmente um novo valor histórico, até aos 1617, 143 pontos base.
Por outro lado, a sequência de quedas na bolsa da Grécia não parece ter fim à vista. Atenas já perdeu 14% do valor com uma série de sete sessões negativas.
Confirma-se assim que a situação financeira e económica da Grécia só tem piorado desde o plano de resgate do FMI e da UE, há pouco mais de um ano.
A actual desculpa para a nova subida dos juros da dívida é o temor de que a exigência de garantias por parte da Finlândia possa atrasar o segundo pacote de empréstimos à Grécia, o que deixaria os investidores “muito nervosos”.
Juros em Portugal também sobem
Os juros da dívida soberana portugueses continuam a subir há seis sessões nos principais prazos, apesar de ainda estarem abaixo dos máximos histórico. Nesta quinta-feira, no mercado secundário, as taxas oscilaram entre 13,565% a três anos e 11,209% a dez anos, após subidas moderadas na casa dos 3,5 pontos base em ambos os casos.