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Júri de exames marca nova época sem aviso, professores falam em desrespeito

Para muitos professores a decisão de criar uma época especial de exames entre 10 a 19 de agosto implica a interrupção das férias.
Sala de aula. Foto da CGTP.
Sala de aula. Foto da CGTP.

No dia 26, o Júri Nacional de Exames decidiu a criação de uma época especial de exames para os alunos que tiveram Covid-19, que estiveram em confinamento por causa desta doença ou ainda os que apresentaram atestado médico justificando a falta à anterior época de exames. De acordo com a decisão, estes exames serão feitos nas escolas onde os alunos se inscreveram e não, como em anos anteriores, concentrados em escolas designadas para a época especial.

A medida, comunicada no final da manhã do dia seguinte, apanhou as escolas de surpresa e vai implicar que muitos interrompam férias para fazer serviço de exames. A Fenprof diz que se trata de um “profundo desrespeito” pelas escolas, professores e alunos.

Em anos anteriores já tinha existido a época especial, nomeadamente para atletas de alta competição e casos pontuais de doença. Só que, à partida, já se sabia em que escolas estaria concentrada, podendo as escolas planear, com os professores, as suas férias.

A federação avisa que, por lei, os docentes que virem as suas férias interrompidas por “exigências imperiosas do funcionamento do serviço têm direito a indemnização pelos prejuízos sofridos, designadamente de despesas já efetuadas”.

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