Juncker recebeu “prenda de aniversário”: mais de um milhão de assinaturas contra o TTIP

10 de dezembro 2014 - 10:40

A campanha Stop TTIP assinalou os 60 anos de Juncker com a entrega simbólica de mais de um milhão de assinaturas já recolhidas online. Esta quinta-feira há debate no Porto sobre o Tratado Transatlântico.

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À falta do verdadeiro Jean Claude Juncker, Susan George e Michael Efler - da campanha "Stop TTIP" - entregaram a prenda de aniversário a um sósia do presidente da Comissão Europeia. Foto GUE/NGL

A ação simbólica foi promovida pelos ativistas que se têm batido contra os Tratados que a União Europeia está a negociar em segredo com os EUA e o Canadá e teve lugar esta terça-feira em frente à sede da Comissão Europeia. “Juncker, escuta: não queremos o TTIP nem o CETA”, gritava a ativista e escritora Susan George, uma das figuras de referência do movimento alterglobalização e presidente do Transnational Institute.  

Em seguida, dirigiram-se à sede da Comissão para entregar as assinaturas, recolhidas online pela plataforma que junta mais de trezentas ONG. Em apenas dois meses, a iniciativa recolheu mais de um milhão e cem mil assinaturas, na sequência da rejeição de uma Iniciativa Cidadã Europeia sobre o tema por parte da Comissão Barroso.

Durante o dia, o GUE/NGL organizou uma conferência sobre o TTIP no Parlamento Europeu, em que participaram muitos dos promotores da campanha. Gabi Zimmer, líder parlamentar do GUE/NGL, afirmou que estes tratados “são uma ameaça à transparência e à democracia e foram escritos para reforçar o bloco de poder transatlântico que põe as empresas acima das pessoas”.

Tratado Transatlântico em debate no Porto

Esta quinta-feira às 18h, o Bloco de Esquerda promove o debate “O que esconde o Tratado Transatlântico?”, no Café Ceuta, na baixa portuense, com a presença da ex-eurodeputada bloquista Alda Sousa, de Sara Simões, da Plataforma Não ao TTIP, e Henrique Borges, do Sindicato dos Professores do Norte.

O anúncio do debate diz que o Tratado Transatlântico “poderá vir a colocar em questão alguns dos bens e valores essenciais a uma existência condigna”, como a proteção ambiental, saúde pública, agricultura, direitos dos consumidores, proteção das normas alimentares e agrícolas, bem-estar dos animais, normas sociais e laborais, direitos dos trabalhadores, desenvolvimento, acesso do público à informação, direitos digitais, serviços públicos essenciais, estabilidade dos sistemas financeiros e outros.