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Juíza italiana diz que capitã do Sea Watch “cumpriu o seu dever”

Carola Rackete já não está em prisão domiciliária por entrar com o barco de busca e salvamento com 41 migrantes no porto de Lampedusa, desobedecendo às ordens do governo italiano.
Carola Rackete.
Carola Rackete.

Detida à entrada do porto e acusada de ter posto em risco a vida de quatro polícias numa embarcação que tentava impedir que o Sea Watch-3 atracasse em Itália, Carola Rackete foi posta em liberdade esta terça-feira por ordem da juíza Alessandra Vella.

Segundo o Il Messagero, a juiza decidiu não validar a acusação contra a capitã do navio da ONG Sea Watch, que arriscava até 10 anos de prisão, por entender que Carola agiu “no cumprimento de um dever” de salvar vidas humanas no mar. A capitã do Sea Watch-3 ainda terá de responder em tribunal pela acusação de auxílio à imigração ilegal.

A detenção da ativista de 31 anos de nacionalidade alemã provocou tensões entre os governos de Berlim e Roma. O ministro do Interior Matteo Salvini afirmou estar “indignado” com a decisão e prometeu expulsar Carole do país assim que possível.

Em tribunal, Carola Rackete pediu desculpas pela colisão com o barco-patrulha italiano, que considerou ser acidental, explicando que a sua única preocupação era com o bem-estar dos migrantes que estavam há duas semanas no mar sem autorização para atracar.

Segundo a agência Reuters, a onda de solidariedade com a capitã do Sea Watch passou por várias recolhas de fundos que ultrapassaram o milhão de euros e servirão para financiar futuras operações de busca e salvamento no Mediterrâneo.

 

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