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Jovens exigem declaração de emergência climática, Marcelo concorda

Um grupo de ativistas da Greve Climática Estudantil protestou este sábado junto à conferência internacional de ministros da juventude. O Presidente da República apoiou a reivindicação.
Marcelo Rebelo de Sousa e Ação da Greve Climática Estudantil este sábado em Lisboa. Foto António Pedro Santos/Lusa

No dia em que os ministros da Juventude de todo o mundo estão reunidos em Lisboa, um grupo de ativistas da Greve Climática Estudantil protestou à porta do Altice Arena com cartazes onde se liam frases como “Não há planeta B”, “Climate is changing faster than this” ou “Fechar Sines”.

“Ao diálogo inconsequente, respondemos com ação urgente”, disseram os ativistas numa declaração lida à porta do encontro.

À chegada ao Altice Arena, o Presidente da República foi ter com as dezenas de jovens  neste protesto. “Eu já apoiei a ideia de uma declaração de estado de emergência climática. Espero que seja aprovada brevemente”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, referindo-se à iniciativa recentemente aprovada no parlamento por proposta do Bloco de Esquerda a recomendar ao governo a declaração do estado de emergência climática.

Os ativistas reconheceram a importância do apoio do Presidente, mas alertaram que “a declaração da emergência climática não pode depender de atos simbólicos, precisamos de ação e foi isso que viemos exigir”, afirmou uma das organizadoras da Greve Climática Estudantil à agência Lusa.

Para Beatriz Farelo, “não se podem baixar os braços enquanto os gestos simbólicos não passarem à ação”. Os ativistas entregaram também o manifesto da Greve Climática Estudantil com as suas reivindicações, onde se incluem a proibição da exploração de combustíveis fósseis em Portugal, o encerramento das centrais termoelétricas de Sines e Pego, o investimento nas energias renováveis para que possam abastecer a totalidade do consumo português em 2030, ano em que pretendem que seja atingida a meta da neutralidade carbónica em Portugal. O investimento nos transportes públicos e a redução da agricultura intensiva, a par de uma gestão sustentável da floresta, são outros pontos defendidos neste manifesto.

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