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Japão, Reino Unido e França intensificam caça

O governo japonês decidiu acabar com a moratória à caça comercial da baleia. Em França, Macron altera as regras da caça para tentar ganhar votos rurais. No Reino Unido, associações ambientalistas denunciam a manutenção da caça à raposa.
Foto de Michael Dawes/Flickr

O governo japonês anunciou que saía da Comissão Baleeira Internacional e que retomaria a caça comercial da baleia a partir de julho. Face ao perigo de extinção da espécie, aquele órgão tinha proíbido a "pesca comercial" desde 1986. Mas o Japão tem mantido uma prática de "pesca científica" que inclui a venda de carne de baleia e que tem vindo a ser criticado pelos ambientalistas como um expediente para manter a caça. Estima-se que todos os anos têm sido mortas ao abrigo desta cláusula entre 200 a 1200 baleias.
Agora, a retoma da caça é defendida pelo governo nipónico como uma forma de manter a tradição.
Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron alterou a legislação para defender a caça enquanto parte do "modo de vida francês". Destas alterações fazem parte a descida de custo das licenças de caça e um novo sistema de monitorização das espécies. Em agosto deste ano o ministro do ambiente, Nicolas Hulot, demitiu-se em protesto pela audiência concedida a um lóbista da caça. E Macron tornou-se também o primeiro presidente em décadas a posar para fotos com caçadores junto a carcaças de animais.
No Reino Unido a legislação sobre a caça à raposa mantém-se. Mas as associações ambientalistas denunciam a existência de pelo menos 53 caçadas. Os caçadores têm contornado a proibição da caça à raposa legislada em 2004 através de expedições de "caça de trilhos", uma atividade pedestre de caça que utiliza cães. Isto apesar de sondagens recentes mostrarem que 85% da população se opõe a qualquer forma de caça que utilize cães.

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