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“IVA da eletricidade não ter baixado é uma enorme irresponsabilidade política”

Catarina Martins sublinhou também que “não é verdade que baixar o IVA da energia trouxesse algum problema às contas do país”. A coordenadora bloquista destacou ainda que “é preciso garantir que o maior investimento no SNS é executado”.
Catarina Martins visitou a feira de Vinhais, onde considerou que não baixar o IVA da eletricidade foi uma “irresponsabilidade política” e apontou que “é preciso garantir que o maior investimento no SNS é executado” - Foto esquerda.net
Catarina Martins visitou a feira de Vinhais, onde considerou que não baixar o IVA da eletricidade foi uma “irresponsabilidade política” e apontou que “é preciso garantir que o maior investimento no SNS é executado” - Foto esquerda.net

Catarina Martins visitou neste domingo a feira de Vinhais, onde afirmou que o IVA da energia não ter baixado neste orçamento do Estado foi “uma oportunidade perdida e uma enorme irresponsabilidade política”.

“O único partido que foi sempre coerente para baixar o IVA [da energia] foi o Bloco de Esquerda”, do princípio ao fim do debate orçamental, salientou a coordenadora bloquista e frisou: “Acho que é imperdoável a cambalhota que os outros partidos fizeram para não baixar o IVA da eletricidade. As pessoas no país sabem isso. Hoje aqui também muita gente me veio falar precisamente disso”.

Catarina Martins acentuou também que “não tem nenhum sentido que um bem essencial como a energia pague a taxa máxima de IVA”, num país onde a pobreza energética ainda é um problema.

“Não é verdade que baixar o IVA da eletricidade trouxesse algum problema às contas do país”, realçou Catarina Martins, lembrando que baixar o IVA da energia para a taxa mínima “custa menos por ano do que o desvio que no ano passado o Novo Banco teve e que Mário Centeno encaixou nas contas públicas sem um soluço, sem nenhum problema”.

A dirigente bloquista afirmou também que o Bloco voltará a propor a descida do IVA da eletricidade no próximo orçamento. “ O IVA da energia em Portugal tem de baixar, é uma medida de jusiça que toda a gente compreende”, sublinhou.

Maior orçamento de sempre do SNS tem de ser executado”

A coordenadora bloquista levantou uma segunda questão nas suas declarações.

“Foi aprovado o maior orçamento de sempre para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, com investimentos e mudanças essenciais, disse Catarina Martins, sublinhando que agora é preciso garantir que “estas medidas sejam realmente executadas, porque se a nossa abstenção viabilizou o orçamento foi pelas medidas que negociámos entretanto”.

O SNS “é uma preocupação gigantesca neste país e que precisa mesmo de ser salvo e é preciso garantir que o investimento, que o orçamento, que as novas regras que foram aprovadas são realmente executadas e para isso é preciso um país que se mobilize na defesa deste serviço público fundamental”, afirmou.

A concluir, Catarina Martins lembrou ainda que o Bloco conseguiu “aprovar várias coisas, o maior orçamento de sempre, acabar com as cativações na Saúde, impor investimento em equipamentos para que tenha mais capacidade e aprovar matérias fundamentais como o programa de saúde mental, a exclusividade dos cargos de dirigentes médicos, o fim das taxas moderadas”.

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