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Itália bloqueia pagamentos da UE à Turquia para cuidar de refugiados

O novo governo defende a alocação desse dinheiro para conter a migração da Líbia. O valor exige unanimidade, já que um terço do montante total provirá dos Estados-Membros, que devem concordar em pagá-lo.
A UE já se comprometeu com as autoridades turcas em 2016 e 2017, mas o novo governo italiano, radical nas suas políticas anti-imigração, impede o consenso na área.
A UE já se comprometeu com as autoridades turcas em 2016 e 2017, mas o novo governo italiano, radical nas suas políticas anti-imigração, impede o consenso na área.

A Itália destaca-se do resto da UE numa questão fundamental da política comum de migração. O novo governo está a bloquear a entrega de 3.000 milhões de euros à Turquia para que os investisse nos refugiados sírios que chegaram ao seu território. Este montante é uma das condições do acordo controverso assinado entre a UE e a Turquia em 2016 para conter o afluxo de requerentes de asilo. A Itália defende a alocação desse dinheiro para a Líbia, ponto de partida de quase todos os migrantes que chegam às suas costas.

Os parceiros europeus tentam há três meses chegar a acordo sobre o instrumento que consideram mais eficaz para manter seguro o pacto migratório com a Turquia. A UE já se comprometeu com as autoridades turcas em 2016 e 2017, mas o novo governo italiano, radical nas suas políticas anti-imigração, impede o consenso na área.

O montante de ajuda à Turquia exige unanimidade, porque um terço do montante total provirá dos Estados-Membros, que devem concordar em pagá-lo. O resto será fornecido pela Comissão Europeia com o orçamento da comunidade.

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