"A nossa força é a unidade - e a lei do Estado-nação divide-nos!", ouviu-se na praça Rabin, em Telavive, após o final do ‘shabat’, o dia de descanso judeu. A dimensão do protesto tem vindo a motivar comparações com os desfiles massivos pela paz na década de 1990, nas vésperas de serem firmados os Acordos de Oslo.
A comunidade drusa, que tem mais de 130 mil pessoas a viverem em Israel, marcou uma forte presença no protesto. O xeque Muafak Tarif, líder espiritual druso, teceu fortes críticas ao diploma. O mesmo aconteceu com o general druso Amal Asad, que, numa recente publicação na sua página de Facebook, escreveu que Israel, sob a liderança de Benjamin Netanyahu, estava em risco de se tornar num “Estado de Apartheid”.
A comunidade drusa já interpôs um recurso no Tribunal Supremo para impedir que a lei - que considera consubstanciar um “ato extremo” de discriminação contra as minorias - entre em vigor.
O diploma aprovado a 19 de julho no Parlamento israelita define Israel como "o Estado judaico" e despromove o árabe enquanto língua oficial, remetendo-a para o estatuto de língua especial. Reconhece ainda Jerusalém como capital e considera que, em casos sem precedentes na lei civil, deve ser a lei judaica a ser usada em tribunal.