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Israel bombardeia a Faixa de Gaza

Israel bombardeou a faixa de Gaza na madrugada passada. Não há feridos, mas o ataque provocou danos na infraestrutura. O exército israelita deu como pretexto para o ataque o lançamento, a partir da Palestina, de projéteis que caíram no mar ao largo de Telavive.
Ataque aéreo de Israel à Faixa de Gaza, fumo e chamas, 2 de janeiro de 2021 – Foto de Mohammed Saber
Ataque aéreo de Israel à Faixa de Gaza, fumo e chamas, 2 de janeiro de 2021 – Foto de Mohammed Saber

Israel atacou na madrugada de sábado para domingo, de 1 para 2 de janeiro, a Faixa de Gaza, em retaliação ao lançamento a partir da Palestina de dois projéteis que caíram no mar em frente à costa da área urbana de Telavive. Após este lançamento, fontes palestinianas avisaram rapidamente que foi um erro devido a uma falha técnica provocada pelo mau tempo. Segundo o “Diário de Notícias”, o disparo destes foguetes foi o primeiro desde maio passado.

O exército israelita divulgou um comunicado, onde diz que "aviões de combate do exército, helicópteros e tanques atacaram locais de fabrico de foguetes e postos militares” do Hamas. Fontes da segurança da Faixa de Gaza indicaram que não há feridos, mas a infraestrutura sofreu graves danos.

O incidente deste fim de semana é o segundo desde quarta-feira passada, 29 de dezembro, quando tanques israelitas atacaram infraestruras do Hamas, em retaliação a um suposto tiroteio que feriu um israelita que trabalhava ao longo da vedação da fronteira.

Este sábado, os protestos palestinianos aumentaram por não ser libertado por Israel um preso palestiniano, que está doente e em greve da fome há 139 dias, em protesto pela sua detenção administrativa.

Hisham Abu Hawash foi hospitalizado esta semana ao perder a visão e a fala, situação que indigna palestinianas e palestinianos. Atualmente há 500 pessoas palestinianas detidas administrativamente por Israel, estando presas sem julgamento.

O porta-voz da Jihad Islâmica, Daoud Shehab, avisou: “Aproxima-se o momento da explosão e revogaremos a trégua se os mediadores não intervêm urgentemente para libertar o prisioneiro Hisham Abu Hawash.

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