Está aqui

Israel ameaça bombardear Gaza durante mais uma semana

O ataque do exército de Israel já provocou 32 mortos e mais de 200 pessoas feridas. O ataque matou um dirigente da Jihad Islâmica, a qual ripostou lançando mísseis. Hamas e Fatah condenaram os ataques de Israel.
Casa destruida no sul de Gaza por um bombardeamento do exército de Israel, Gaza, 6 de agosto de 2022 – Foto de Mohammed Saber
Casa destruida no sul de Gaza por um bombardeamento do exército de Israel, Gaza, 6 de agosto de 2022 – Foto de Mohammed Saber

Um porta-voz militar de Israel disse, em declarações à France Press, que o Exército está "a preparar-se para uma operação de uma semana" e "não está atualmente a levar a cabo negociações de cessar-fogo".

Na última semana, o exército israelita atacou a Faixa de Gaza fortemente, atuando em particular contra a Jihad Islâmica. Na segunda-feira da semana passada, 1 de agosto, Israel prendeu Bassam al-Saadi, veterano da Jihad Islâmica, na cidade de Jenin, na Cisjordânia. A partir de então, as forças de segurança de Israel fecharam todas as travessias na fronteira com Gaza, além de estradas adjacentes.

Na passada sexta-feira, o Exército de Israel bombardeou a Faixa de Gaza, tendo assassinado 15 pessoas e provocado cerca de 100 feridos. Desde então o número de pessoas mortas já subiu para 32 e mais de 200 pessoas ficaram feridas.

Um dos mortos é Taiseer al-Jabari, dirigente da Jihad Islâmico. Segundo o Ministério da Saúde palestiniano também foi morto um menino de cinco anos, ambos morreram num ataque aéreo a um edifício residencial na cidade de Gaza, que alberga escritórios de meios de comunicação e organizações não-governamentais.

Segundo o exército de Israel, Taiseer al-Jabari, era responsável do braço armado da Jihad Islâmica no centro e norte de Gaza, e tinha chefiado a unidade responsável pelo lançamento de vários mísseis contra Israel em maio de 2021.

O jornal israelita “Haaretz” noticiou os ataques a Gaza e o assassinato do dirigente da Jihad Islâmica, revelando que se trata de uma nova operação de Israel contra a Faixa de Gaza, denominada ‘Amanhecer’ e visando a Jihad Islâmica.

As Brigadas Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica, anunciaram, nesta sexta-feira, que dispararam mais de 100 mísseis contra Israel.

Um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, afirmou que “a ocupação israelita lançou uma nova escalada violenta contra a Faixa de Gaza e cometeu um novo crime contra o povo palestiniano”, acrescentando que a resistência defenderá os palestinanos da Faixa de Gaza, “com todos os meios possíveis”. Também a Fatah condenou os ataques israelitas.

O enviado da ONU para o Médio Oriente, Tor Wennesland, apelou a que seja evitada uma nova escalada de violência na Faixa de Gaza e que terminem “imediatamente” os confrontos. Alertou também que “os progressos alcançados na abertura gradual” da Faixa, correm o risco de “esmorecer” e podem implicar “necessidades humanitárias ainda maiores” num contexto de crise económica, referindo que a ajuda internacional “não estará prontamente disponível”.

John Kirby, coordenador de comunicação do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, disse que os Estados Unidos pediram “a todas as partes para que evitem uma maior escalada [do conflito]”, sublinhou o “compromisso inabalável [dos EUA] para com a segurança de Israel” e frisou que continuam a trabalhar para “fortalecer todos os aspetos da aliança EUA-Israel”.

De lembrar, que o bloqueio total imposto por Israel à Faixa de Gaza dura desde 2007, há cerca de 15 anos.

Termos relacionados Internacional
(...)