"Deploráveis, chocantes e vergonhosos", assim classifica o juiz Sir William Gage os eventos que levaram à morte de Mousa, um iraquiano com 26 anos, funcionário de um hotel em Basra, que morreu depois de passar 36 horas detidos sob a custódia de soldados britânicos.
O relatório agora conhecido, e que é citado pelo jornal Guardian, descreve alguns dos procedimentos adoptados pelos soldados britânicos e que constituíram verdadeiros actos de tortura. Os militares agrediram os detidos de forma “violenta e cobarde” e sujeitaram-nos a condições desumanas.
Os presos foram permanentemente humilhados. Foram encapuçados, agredidos física e verbalmente, sujeitos à privação do sono, as suas cabeças foram mergulhadas em sanitas, foram colocados em posições altamente desconfortáveis e dolorosas.
As práticas levadas a cabo pelos soldados e pelos seus superiores contra civis causou a morte de um homem e ferimentos em muitos outros, concluiu o juiz Sir William Gage.