Uma série de ataques numa dezena de cidades iraquianas provocou esta segunda-feira pelo menos 56 mortos e mais de 200 feridos, naquela que é a pior vaga de violência desde o início do ano e numa altura em que o Exército americano tenta negociar a manutenção de um contingente limitado de homens após o final de 2011.
O balanço, ainda provisório, ultrapassa já o ataque em Tikrit do passado dia 29 de Março de 2011, levado a cabo por um comando da al-Qaeda, que provocou 58 vítimas mortais.
Durante as primeiras horas da manhã foram atacadas várias cidades em simultâneo, nomeadamente Kut, Tikrit, Bagdad, Taji, Najaf, Baquba, Kirkuk, Ramadi, Kerbala, Khan Beni Saad, Iskandariya, Mossul e Balad.
As explosões deram-se ao mesmo tempo em vários locais a partir de carros estacionados, explosivos em bermas de estradas e ainda um bombista-suicida que se fez explodir ao conduzir um carro contra uma esquadra de polícia.
Os ataques acontecem em pleno mês sagrado do Ramadão e numa altura em que os principais protagonistas políticos iraquianos acabam de chegar a entendimento para autorizar o governo a negociar com os EUA a permanência no país de um contingente limitado de militares americanos após o final de 2011. Os termos da negociação não estão definidos: ainda permanecem por avaliar inúmeras questões sensíveis, nomeadamente o número de militares, a duração da missão e as condições em que ficariam esse contingente.
Os EUA ainda têm 47 mil soldados no Iraque, que deverão abandonar o país no final do ano, segundo um acordo de segurança assinado em Novembro de 2008 entre Bagdad e Washington. Mas o período de ocupação já vai longo - a invasão do Iraque foi em 2003.