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Intermitentes da Cultura ocupam teatros em França

Vários teatros estão ocupados pelos trabalhadores, que exigem ajudas à criação artística e condições para reabrir em segurança as salas de espetáculos.
Teatro Ódeon ocupado. Foto de @zanavant/Twitter.
Teatro Ódeon ocupado. Foto de @zanavant/Twitter.

O movimento de ocupação de teatros pelos intermitentes da Cultura franceses começou no famoso Teatro Odeón de Paris. Depois de uma manifestação, na tarde de quinta-feira da semana passada, cerca de cinco dezenas de trabalhadores da área dos espetáculos, com o apoio da central sindical CGT e o beneplácito da direção da instituição, irromperam pela sala de espetáculos de onde dizem não querer sair até que as suas reivindicações sejam ouvidas num encontro com o primeiro-ministro francês.

O local foi decorado com bandeirolas e palavras de ordem como “cultura sacrificada” e passou a ser palco de reuniões gerais dos ocupantes. Mas também houve música, dança e festa: “deixem-nos trabalhar, queremos dar felicidade às pessoas”, cantou-se. Os trabalhadores exigem desta forma ajudas à criação artística e a abertura de negociações, de forma a que se estabeleçam condições para reabrir em segurança as salas de espetáculos e outros locais de criação artística.

Em segudia, o mesmo cenário ganhou forma noutros pontos do país. O Espaço Pluriels em Pau, o Teatro Nacional de Estrasburgo, o Teatro Nacional La Colline de Paris, o Equinoxe de Châteauroux e Graslin de Nantes foram-se juntando sucessivamente à lista de locais ocupados.

Aos trabalhadores juntaram-se os alunos das escolas de artes, também eles preocupados com o futuro das suas profissões. Atores famosos, senadores, deputados e várias personalidades públicas têm marcado presença para expressar a sua solidariedade. São tantos, explica ao Libération Philippe Gautier, secretário-geral do Sindicato dos Artistas-Músicos da CGT, que já há uma lista de espera para intervirem nas assembleias gerais que acontecem no Odéon.

 

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