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Intermarché força regresso dos administrativos ao trabalho presencial

Apesar de o Governo ter alargado o regime obrigatório de teletrabalho até ao fim de maio, os trabalhadores receberam ordem para voltar à sede da empresa em Alcanena na passada segunda-feira, diz o portal de denúncias de abusos laborais Despedimentos.pt.
Sede do Intermarché em Alcanena. Foto de Despedimentos.pt.
Sede do Intermarché em Alcanena. Foto de Despedimentos.pt.

A administração da cadeia de supermercados Intermarché está a mandar os funcionários com funções administrativas regressar ao trabalho presencial na sede da empresa, em Alcanena, revela o despedimentos.pt.

Segundo denúncias que chegaram a este portal, os trabalhadores e as trabalhadoras receberam indicação na semana passada de que deveriam retomar o trabalho nas instalações da empresa a partir de segunda-feira, dia 10 de maio. O despedimentos.pt sublinha que “esta decisão vai contra as regras em vigor, uma vez que o regime de teletrabalho continua a ser obrigatório pelo menos até 16 de maio, conforme previsto no âmbito do estado de calamidade instituído pela Resolução do Conselho de Ministros nº 45-C/2021, de 30 de abril”. Esta semana, o Governo decidiu estender essa obrigação até ao fim de maio.

Os trabalhadores não terão também recebido qualquer justificação para que o trabalho presencial fosse retomado, depois de terem estado na modalidade de teletrabalho desde dezembro. Por isso, pode ler-se no portal de denúncias laborais, “a surpresa e indignação foi grande entre os funcionários, até porque as funções são compatíveis com o trabalho à distância, à exceção de uma pequena fração das tarefas que necessitam de algum acompanhamento em loja”. E “a indignação é ainda mais forte devido à decisão ter sido tomada sem qualquer tipo de auscultação ou acordo com os trabalhadores. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que o regime de rotatividade foi adotado pela administração”.

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