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Instituto de Medicina Molecular cria kit português de diagnóstico da Covid-19

O kit resulta da adaptação da tecnologia usada na investigação do parasita da malária, já foi acreditado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, e o IMM da Universidade de Lisboa espera começar a fazer 300 testes por dia muito em breve.
Yuri Samoilov/Flickr

Perante a perspectiva do esgotamento dos testes de diagnóstico (vindos do estrangeiro) do novo coronavírus, Maria Manuel Mota, conhecida investigadora na área do parasita da malária e Prémio Pessoa em 2013, é a diretora do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa, lançou o desafio a um grupo de cientistas do seu instituto: “Começámos a pensar: como cientistas, como é que podemos ajudar? Podemos usar kits e reagentes que temos em Portugal e que achamos que não vão esgotar-se com facilidade”, contou ao jornal Público.

Recorreram a reagentes fabricados em Portugal e seguiram a “receita” para kits de diagnóstico da Organização Mundial da Saúde. Dentro de poucos dias, esperam começar a fazer 300 testes por dia. O objetivo é chegar aos mil. Os resultados demoram entre duas a três horas.

De acordo com a directora do gabinete de comunicação do IMM “cada teste custa, em termos de reagentes e outro material, à volta de 30 euros, sem contar com os recursos humanos, que são totalmente voluntários”. Inês Domingues adiantou ainda que a preocupação neste momento não é se alguém vai pagar os testes, mas sim contribuir com mais testes.

Atualmente, há 37 voluntários a trabalhar diariamente nesta tecnologia, e espera-se que o kit possa estar pronto a ser utilizado dentro de dois ou três dias.

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