A reconquista da praça, bastião do Movimento 15 de Março, começou com uma marcha que partiu de Atocha, e que parou no Ministério do Interior, onde os indignados mostraram o seu repúdio face à actuação policial de quinta-feira.
Após a ocupação da praça, os indignados fizeram uma assembleia-geral e decidiram abandonar pacificamente a praça durante a noite, contudo, agendaram inúmeras iniciativas para o fim-de-semana, inclusive uma nova assembleia-geral este sábado para as 21h (hora portuguesa). A formação de uma nova acampada não está fora de discussão e será assunto de debate nas próximas reuniões.
O candidato do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) às legislativas previstas para Novembro, Alfredo Pérez Rubalcaba, defendeu a actuação da polícia que causou 20 feridos na passada quinta-feira, afirmando que “se as manifestações são pacíficas, logicamente a polícia é tolerante, porque é uma polícia inteligente, mas se há violência a polícia tem de actuar. E 200 pessoas não podem tomar conta de uma cidade, isso não pode ser”.
Também o PP, através do seu Secretário-Geral Adjunto, Esteban Gonzalez Pons, apoiou a polícia e tem acusou directamente o Ministério do Interior da "força para agir quando não deve e não deve quando."