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Indie Lisboa abre as portas esta sexta-feira com foco nos temas político-sociais

O Festival Internacional de Cinema Indie Lisboa 2019 decorre entre 2 e 12 de maio. A 16ª edição deste evento presta especial atenção ao cinema brasileiro “politicamente desperto” e aos “filmes político-sociais” em geral.
Antigo projetor de cinema do Cinema São Jorge. Foto de Pedro Ribeiro Simões/Flickr

São, ao todo, 275 filmes de 50 nacionalidades. Só portugueses serão 51, cerca de metade deles estreias e fazendo 23 deles parte da competição nacional.

O Brasil também merece destaque com uma secção especial apelidada “Brasil em transe” que incluirá, entre outros, Temporada, de André Novais Oliveira, Divino Amor, de Gabriel Mascaro, Querência, de Helvécio Marins Jr., A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, No Coração do Mundo, de Gabriel e Maurílio Martins e Seus Ossos e Seus Olhos, de Caetano Gotardo. A organização justifica esta escolha porque quer “ajudar a lançar um foco sobre as trevas do oportunismo” e “celebrar a criatividade” de “uma produção audaciosa e politicamente desperta” nesta altura quer em que “todo o Brasil treme entre forças tectónicas opostas”.

O festival que coloca o cinema independente como cabeça de cartaz quer-se generalista mas realça sobretudo os “filmes político-sociais”. Foi assim que o apresentou o seu organizador, Nuno Sena, ao Jornal Económico, considerando que este filmes são “como um radar” que capta “aquilo que vai acontecendo no mundo.”

Do Cinema São Jorge, à Culturgest, ao Cinema Ideal, à Cinemateca serão projetadas quase cem longas metragens e 184 curtas. Para além das competições, há ainda lugar para uma retrospectiva da actriz dinamarquesa Anna Karina, ícone da Nova Vaga do cinema francês dos anos 60.

Outra das secções intitula-se Silvestre e vai juntar os mais recentes filmes de Angela Schanelec, Jafar Panahi e Mike Leigh. Deste último será mostrado Peterloo, um filme sobre o massacre perpetrado pela cavalaria britânica durante uma manifestação pacífica em Manchester em 1819. De Jafar Panahi, ex-assistente de Abbas Kiarostami, será mostrado Três Rostos, vencedor do prémio para o melhor argumento em Cannes, a história de uma atriz e de um realizador que procuram ajudar uma jovem impedida pela família de continuar os estudos no Conservatório de Teatro de Teerão.

Este festival vai encerrar com o vencedor do Urso de Ouro de Berlim, o filme Synonymes de Nadav Lapid que conta a história de um ex-soldado israelita que procura fugir do peso da sua herança cultural em Paris.

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