Incêndios: É urgente reparar danos no aterro sanitário do Planalto Beirão

28 de outubro 2017 - 15:31

Aterro sanitário, que trata resíduos de 19 municípios de três distritos, foi gravemente atingido por incêndio florestal. Presidente da Câmara de Tondela deu a conhecer a situação ao deputado Pedro Soares, que visitou o concelho.

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Portaria do aterro sanitário da Associação de Municípios do Planalto Beirão
Portaria do aterro sanitário da Associação de Municípios do Planalto Beirão

O deputado Pedro Soares, presidente da comissão parlamentar de ambiente, juntamente com uma delegação do Bloco de Esquerda do distrito de Viseu, foi recebido nesta sexta-feira 27 de outubro pelo presidente da Câmara Municipal de Tondela, José António Jesus, e por alguns vereadores.

José António Jesus, segundo o Correio da Manhã, tinha alertado para a urgência de reparar os danos causados pelos incêndios no aterro sanitário do Planalto Beirão, que trata anualmente 120 mil toneladas de resíduos de 19 municípios de três distritos.

"Temos aqui uma situação do ponto de vista ambiental que é muito crítica e tanto eu como os meus colegas autarcas não nos cansamos de apelar para a situação de urgência que se impõe. Do ponto de vista ambiental, há danos que têm de ser imediatamente reparados", declarou então José António Jesus. A unidade de tratamento integrado de resíduos sólidos da Associação de Municípios do Planalto Beirão é um dos maiores aterros sanitários do país. Fica situada no concelho de Tondela, tem uma área de 12 hectares, e "sofreu todas as consequências possíveis do incêndio".

Na reunião com o deputado Pedro Soares, o presidente da Câmara de Tondela fez uma descrição detalhada dos trágicos incêndios que devastaram este e outros concelhos vizinhos, mencionando a rapidez da propagação do fogo, os danos materiais, animais e humanos e a situação de pânico generalizado vivida na região. Falou também das dificuldades previstas na reconstrução das habitações, do património florestal e das infraestruturas, com o abate e escoamento das árvores queimadas, de forma a minorar o prejuízo dos proprietários.

José António Jesus manifestou ainda preocupação pelo facto de nem todos os agricultores poderem vir a receber algum tipo de compensação pelos danos, na medida em que muitos deles não o são formalmente, isto é, praticam a actividade como forma de complemento de seus parcos rendimentos ou até de simples subsistência.

O deputado Pedro Soares deu conta dos trabalhos em curso no parlamento para dar resposta a estas situações, incluindo as que se reportam a medidas de prevenção e modelos de racionalização florestal.