Catarina Martins e Pedro Soares visitaram, este sábado 28 de outubro de 2017, as áreas afetadas pelos incêndios em Vouzela, com a presença do presidente da Câmara Municipal e de representantes de associações florestais.
Defender empregos e capacidade produtiva
“Para além das questões do apoio de emergência imediata às populações, apoio do mais diverso tipo - apoio social, apoio para a reconstrução das casas, apoio médico, apoio psicológico necessário que é necessário - e para lá das questões de fundo que se colocam - alterar o modelo da proteção civil, alterar o modelo da floresta e da defesa da floresta - há uma enorme preocupação que nós temos, que é manter empregos e capacidade produtiva, nomeadamente no interior do país”, apontou a coordenadora do Bloco de Esquerda.
“Não haverá nenhuma função que seja capaz de tornar o país seguro, se nós continuarmos a ter abandono do território e despovoamento do interior e é o que acontece, onde não há emprego”, sublinhou Catarina Martins, referindo que, em Oliveira de Frades, onde estivera antes, foram destruídos 300 postos de trabalho diretos por ação do fogo e que, em Vouzela, foram destruídos pelo menos 200 postos de trabalho diretos.
Salientando a necessidade de recuperar a capacidade produtiva, “para que as centenas de empregos não se percam”, a coordenadora bloquista apontou a importância de que as linhas de apoio e os fundos estejam rapidamente no terreno.
Por fim, Catarina Martins apelou a que, no âmbito orçamental, se discuta um pacote "que junte os levantamentos, que estão feitos no território, das várias necessidades" e alertou que “a multiplicação de medidas, por bondosas que sejam, mas de uma forma descoordenada, podem não responder às necessidades do país".