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Imposto sobre lucros extraordinários: empresas devem preparar-se, diz comissário europeu

Em entrevista a um canal televisivo francês, o comissário europeu para o Mercado Interno defendeu que as empresas devem estar prontas para pagar "este esforço de solidariedade que é pedido a todos”.
Thierry Breton, comissário europeu do Mercado Interno. Foto União Europeia.

Vários países europeus já avançaram para a medida que continua a ser recusada pelo Governo português: a aplicação de um imposto sobre lucros extraordinários que grandes empresas, em particular do setor da energia e grandes retalhistas, têm arrecadado no último ano.

Bruxelas já tinha aberto a porta para que os estados-membros avançassem com esta medida e esta segunda-feira o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, reafirmou essa abertura para "ultrapassar esta situação sem precedentes" causada pela guerra na Ucrânia e ajudar assim "os mais necessitados”.

Em entrevista ao canal francês BFMTV, Breton defendeu que as empresas "devem estar preparadas porque sabem que (estes impostos) fazem parte das medidas possíveis" e estar prontas para "este esforço de solidariedade que é pedido a todos”, noticia a agência EFE.

Breton insistiu ainda que cabe aos governos explicar a medida e defini-la claramente, dando “visibilidade” às empresas alvo deste imposto. Neste tema, a posição da Comissão vai no sentido inverso à do Governo português, que depois de ter visto o ministro da Economia admitir a medida durante o debate orçamental com Mariana Mortágua, veio recuar horas depois, afirmando que não quer “hostilizar as empresas” que têm faturado mais do que nunca à custa da crise.

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