Durante o protesto, convocado pela Solidariedade Imigrante (Solim), os manifestantes entoaram palavras de ordem como "documentos para todos" e "residência para todos" e empunharam cartazes onde se lia: “Somos todos trabalhadores, não criminosos! Queremos os nossos direitos!”, “Somos todos imigrantes”, “Não às fronteiras”, “A luta continua!” e “Ninguém é ilegal!”, entre outras frases.
A ocupação da Avenida António Augusto de Aguiar em frente aos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras cortou o trânsito durante 3 horas, numa atitude de luta e resistência. Os imigrantes prometeram não baixar os braços e organizar fortes manifestações no 25 de Abril, no 1º de Maio e em frente à Assembleia da República.
No final de um encontro com o diretor adjunto regional do SEF, o representante da Solidariedade Imigrante, Timóteo Macedo, lembrou, em declarações aos jornalistas, que há pessoas "há quatro, cinco e seis anos a trabalhar e a descontar para a segurança social e para o fisco em Portugal que ainda não têm autorização de residência".
“É uma injustiça de todo o tamanho, uma falta de respeito para quem trabalha e contribui para este país”, frisou.
No que respeita aos atrasos nos processos de legalização, de acordo com o representante da Solim, o subdiretor regional do SEF justificou com a falta de pessoal, que não permite ao serviço acelerar os processos, existindo, por isso, "gente em situações desesperadas".
"É necessário que o Governo crie condições para que o SEF também funcione e respeitando os direitos elementares de cidadania de cada trabalhador, dos imigrantes. É importante que o Governo acabe com as políticas securitárias", defendeu o ativista.
No mesmo dia, o Sindicato dos Funcionários do SEF (SINSEF) promoveu uma concentração silenciosa, que marcou o início de uma paralisação de três dias.
Manuela Niza, presidente do SINSEF, afirmou compreender as reivindicações dos imigrantes, referindo que uma das reivindicações do sindicato passa pela contratação de pessoal.