Lançado na quarta-feira, o manifesto Unidos pelo Presente e Futuro da Cultura em Portugal apela à criação de “uma estratégia a curto, médio e longo prazo” para o setor, que inclua medidas de proteção social de quem trabalha de forma intermitente e a disponibilização de “um fundo de apoio de emergência com valores dignos e adequados à dimensão e ao impacto” da pandemia no nosso país.
Foi lançado na passada quarta-feira por um coletivo de 14 organizações representativas do tecido cultural e artístico do país o Sindicato CENA ou a Associação de Combate à Precariedade - Precários Inflexíveis.
Este manifesto denuncia que "as medidas transversais de emergência – entenda-se: medidas de proteção da Segurança Social para trabalhadores independentes e medidas de apoio de emergência do Ministério da Cultura – deixam de fora um número substancial de profissionais desta área. Os casos em situação dramática que vão sendo conhecidos revelam a magnitude da calamidade. Dramática é também a suborçamentação crónica do Ministério da Cultura e a sua falta de capacidade de dialogar com o setor de forma informada, transparente e séria."
O manifesto apela para que surjam respostas a necessidade urgentes, tais como a proteção social de quem trabalha de forma intermitente no setor da Cultura e das Artes e a disponibilização de um Fundo de apoio de emergência.
Entretanto têm se multiplicado nas redes sociais imagens em branco, publicadas por artistas e trabalhadores do setor como forma de apoiar e divulgar este manifesto.
#UNIDOSPELOPRESENTEEFUTURODACULTURAEMPORTUGAL pic.twitter.com/Cuh17uiuUP
— Nuno Lopes (@NunoLopesTweets) April 30, 2020