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Iberodye encerra: 52 perdem emprego

A fábrica de Vila do Conde já tinha despedido metade dos trabalhadores em janeiro. Os outros, que têm dois meses de salários em atraso, seguem agora o mesmo caminho.
Iberodye. Foto do Instagram.
Iberodye. Foto do Instagram.

A Iberodye era uma tinturaria de fios e malhas de Macieira da Maia, Vila do Conde. Depois de várias “vidas”, em que se tinha chamado Belfil e depois Condytinge, quando esta última empresa declarou falência em 2011 assumiu o nome Iberodye, mantendo a mesma administração e instalações que a sua antecessora.

Há três anos, a notícia era o investimento de mais de 3,4 milhões de euros na modernização da fábrica com apoio do programa Portugal 2020 e com direito a distinção do IAPMEI, a Agência para a Competitividade e Inovação, como uma das empresas mais promissoras a nível nacional.

Só que a promessa deu lugar às dívidas. Há mais de um ano que a empresa acumulava dificuldades. Agora que declarou insolvência tem em falta, para além de pagamentos a vários fornecedores, as contas da eletricidade e da água, as prestações devidas ao Estado, Segurança Social e Finanças, e empréstimos à banca.

A fábrica também está a dever dois dois meses de salários em atraso aos trabalhadores que se viram obrigados a recorrer ao Fundo de Garantia Salarial. Ficam sem emprego 52 trabalhadores. No fim de janeiro tinham sido já alvo de um despedimento coletivo outros tantos.

A situação é relatada ao Jornal de Notícias por um trabalhador que preferiu não se identificar: “desde que a pandemia começou que a situação se vinha agravando: começaram a pagar os salários aos bocados e o trabalho era pouco”. Estiveram em durante o primeiro confinamento e o mesmo sucedeu já em 2021 em fevereiro e março: “Íamos para casa, à vez, duas semanas”, esclarece.

O mesmo trabalhador afirma que a administração “não teve nenhuma consideração” pelos trabalhadores "muitos com 15, 20 e 25 anos de casa”.

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