Na terça-feira, vários polícias e agentes de segurança à paisana abriram fogo sobre os manifestantes que se concentravam à frente da Universidade de Sanaa, capital do Iémen.
O correspondente da Al Jazeera no Iémen afirmou que foram dadas ordens claras às forças de segurança “para dispersar a multidão" e que "esta é uma viragem dramática dos acontecimentos que provavelmente deve elevar as tensões”. Segundo o seu relato, “os manifestantes estavam a tentar passar para Taghyeer Square e o governo parece ter entrado em pânico".
Os disparos das forças de segurança causaram, pelo menos, 75 feridos, três em estado grave.
Em Dhamar, cidade natal do primeiro-ministro a 60 quilómetros de Sanaa, cerca de 10 000 manifestantes também protestaram contra a corrupção generalizada no país, onde 40 por cento da população vive com apenas 2 dólares ou menos por dia e onde o desemprego juvenil é dramático.
Existem também relatos de distúrbios nas prisões de Sanaa onde três prisioneiros terão sido mortos e quatro terão ficado feridos.
O correspondente da Al Jazeera afirma que "a situação é realmente delicada dentro da prisão”.