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Humanidade esgota esta segunda-feira recursos naturais do Planeta disponíveis para este ano

A ZERO assinala que, entre 2018 e 2019, há uma antecipação de três dias. Os ambientalistas alertam que “a mudança necessária rumo à sustentabilidade não será atingida apenas pela ação individual dos cidadãos” e que “a ação política e das empresas em diferentes sectores é crucial”.
Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que Portugal, seriam necessários 2,5 planetas. Foto de urikyo33, Pixabay.
Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que Portugal, seriam necessários 2,5 planetas. Foto de urikyo33, Pixabay.

Conforme explica a ZERO em comunicado, todos os anos “é apresentada uma estimativa sobre o dia em que a Humanidade atinge o limite do uso sustentável de recursos naturais disponíveis para esse ano, ou seja, o orçamento natural, habitualmente designado como Overshoot Day (Dia de Sobrecarga da Terra)”.

Em 2019, esse limite será atingido já esta segunda-feira, 29 de julho, três dias mais cedo do que no ano passado.

A associação ambientalista refere que a tendência tem sido a de acionar o cartão de crédito ambiental cada vez mais precocemente, apesar de todo o discurso político e público “sobre economia circular e neutralidade carbónica”, e que Portugal é um contribuinte ativo para esta situação.

“Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que o nosso, seriam necessários 2,5 planetas. Este ano Portugal atingiu o seu overshoot day a 26 de maio”, escreve a ZERO, sublinhando que o consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) encontram-se entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica do país.

Tendo em conta a média mundial, estamos a consumir cerca de 1,75 planetas com a nossa voracidade de produção e consumo, pondo em causa o futuro da humanidade.

A ZERO defende que “é urgente alterar esta tendência insustentável”, que se tem traduzido na desflorestação, erosão do solo, perda da biodiversidade ou aumento dos níveis de carbono na atmosfera, que, por sua vez “nos conduzem de forma muito perigosa para as alterações climáticas”.

Os ambientalistas alertam que “a mudança necessária rumo à sustentabilidade não será atingida apenas pela ação individual dos cidadãos” e que “a ação política e das empresas em diferentes sectores é crucial”.

Para reduzir o défice ambiental, a ZERO propõe apostar numa economia circular, onde efetivamente a redução e reutilização de recursos é maximizada; na promoção de uma dieta alimentar saudável e sustentável; na promoção da mobilidade sustentável; e na democratização da sustentabilidade.

“Viver com pleno respeito pelos limites do Planeta é a única forma de garantirmos um melhor futuro para todos”, remata a associação ambientalista.

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