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Horas extraordinárias não pagas criavam mais de 64 mil postos de trabalho

Segundo o “Jornal de Notícias”, em 2018, foram realizadas mais de dois milhões e meio de horas extra não pagas por semana, o que permitiria criar mais de 64 mil postos de trabalho, mesmo a 40 horas de trabalho por semana.
Horas extra não pagas criavam 64 mil postos de trabalho a 40 horas semanais, esse número subiria significativamente se o horário fosse de 35 horas
Horas extra não pagas criavam 64 mil postos de trabalho a 40 horas semanais, esse número subiria significativamente se o horário fosse de 35 horas

O “Jornal de Notícias” divulgou, nesta segunda-feira, os cálculos que o “Dinheiro Vivo” fez sobre as horas extraordinárias, com base em dados do INE (Instituto Nacional de Estatística).

No ano passado, 14,2% dos trabalhadores por conta de outrem, 576 mil trabalhadores, fizeram horas extraordinárias, das quais 50,6% foram pagas e 49,4% não foram. Em média, quem fez horas extra trabalhou mais nove horas por semana, quase metade das quais não foram pagas.

Em 2018 os trabalhadores por conta de outrem trabalharam em Portugal mais de dois milhões e meio de horas não remuneradas por semana, o que significa um aumento de 13% em relação a 2017, quando foram realizadas 2.409.399 horas extra não pagas.

O “Dinheiro Vivo” (DV) estima que o montante de horas extra, se não fossem feitas, permitia criar mais 64 mil postos de trabalho, com horários de 40 horas e o ganho das empresas terá sido de dezenas de milhões de euros.

Desde 2011, o número de horas extra não pagas tem vindo a aumentar, à exceção de 2014, quando foram feitas mais de 2,7 milhões.

O número de trabalhadores que fazem horas extra também tem vindo a aumentar todos os anos desde 2011, à exceção de 2016. Em 2011, 416,5 mil pessoas fizeram horas extraordinárias, das quais 50,9% não foram pagas.

2012 foi o ano em que maior percentagem de horas extraordinárias não foram pagas – 60,2%, em todos os anos o montante de horas não pagas foi sempre superior a 50%, à exceção do ano passado, quando a percentagem baixou para 49,4%. Em 2013 a percentagem foi de 57%, em 2014 de 58,5%, em 2015 59,7%, em 2016 55,7% e em 2017 52,6%.

O jornal assinala ainda que a média de horas extra por semana se tem mantido entre as oito e as nove horas por semana, desde 2011.

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