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Hong Kong: polícia lança gás lacrimogéneo a manifestantes

Este domingo, a polícia de Hong Kong voltou a usar gás lacrimogéneo contra manifestantes que protestavam em prol de uma reforma eleitoral.
Fotografia: EPA/Jerome Favre/Lusa
Fotografia: EPA/Jerome Favre/Lusa

A agência Associated Press afirma que as autoridades autorizaram a concentração, mas não a marcha em que participaram milhares de pessoas. Como consequência, lançou gás lacrimogéneo para cima dos manifestantes.

Em junho, Hong Kong viu nascer uma onda de protestos. Em causa estava um projeto de lei de extradição. Entretanto, esse projeto foi retirado pelo governo, mas já estavam lançados os dados para um movimento de luta pela democracia que se opunha ao autoritarismo de Pequim.

A utilização de gás lacrimogéneo por parte da polícia não será novidade. Recentemente, o esquerda.net noticiou que, em setembro, a polícia de choque disparou gás lacrimogéneo no decorrer de mais uma manifestação anti-totalitarismo. Em novembro, o protesto contra o governo e a sua lei que proíbe o uso de máscaras nas manifestações voltou às ruas de Hong Kong e o resultado por parte da polícia foi o mesmo.

Em novembro, o campo pró-Pequim sofreu uma derrota significativa. Nas eleições locais de Hong Kong, houve uma participação recorde e a oposição venceu 17 dos 18 conselhos distritais. A derrota esmagadora foi recebida com silêncio nos meios de comunicação social chineses. Nas ruas da região autónoma, houve festa.

No primeiro dia de 2020, esteve uma multidão nas ruas de Hong Kong em defesa da democracia e dos famosos “cinco pontos”: reforma eleitoral, amnistia para os participantes nas manifestações, investigação ao uso da força policial, retirada da acusação de “distúrbios” e retirada total da lei de extradição.

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