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Hong Kong: Manifestantes invadiram Parlamento

No dia em que milhares de manifestantes voltaram a encher as ruas de Hong Kong para exigir mais democracia, a polícia recorreu ao uso massivo de gás lacrimogéneo para esvaziar a sede do Conselho Legislativo.
Foto de RITCHIE B. TONGO, EPA/Lusa.

Os protestos registados esta segunda-feira, dia em que se assinala o 22º aniversário do retorno ao domínio chinês da ex-colónia britânica, decorreram após três semanas de manifestações contra o polémico projeto de lei que visa permitir a extradição de detidos em Hong Kong para a China.

Perante a dimensão da insatisfação popular, a chefe do Governo local, Carrie Lam, foi obrigada a suspender temporariamente a análise do polémico projeto de lei. Tal medida não foi, contudo, suficiente para serenar os ânimos. Os ativistas, jovens estudantes na sua maioria, somaram às suas reivindicações a renúncia de Lam, bem como a retirada das acusações contra as pessoas detidas nos protestos das últimas semanas. E exigem ainda um inquérito independente sobre a violência policial durante o protesto de 12 de junho, quando as autoridades de Hong Kong utilizaram gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes que bloquearam o Parlamento.

Esta segunda-feira, a polícia voltou a recorrer a gás lacrimogéneo para dispersar a multidão de milhares de pessoas que se encontrava nos arredores da sede do Governo. Entretanto, um grupo de manifestantes invadiu o Parlamento.

Segundo um correspondente da CNN, Matt Rivers, as autoridades bloquearam as estradas e começaram a prender todas as pessoas perto do local: "Jornalistas, manifestantes e quem quer que esteja nesta área está a ser capturada numa tentativa de forçar a concentração das pessoas envolvidas num local muito especifico". O correspondente referiu que a ação policial foi "bastante intensa".

Num comunicado partilhado na página de Facebook, a polícia de Hong Kong ameaçou utilizar “o nível de força apropriado" para expulsar os manifestantes. As autoridades sinalizaram que a manifestação é um "motim", que pode dar origem a uma pena de dez anos de prisão para os envolvidos.

O Parlamento de Hong Kong acabou por ser desimpedido pela polícia mediante o uso massivo de gás lacrimogéneo.

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