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Hong Kong: Dois milhões nas ruas na véspera da 12ª semana de protestos pró-democracia

Sexta-feira, perto de dois milhões de pessoas formaram um cordão com 48km. Sábado, os manifestantes voltaram à rua numa manifestação pacífica. Após a iniciativa, a polícia usou gás lacrimogéneo e balas de borracha. Dez pessoas foram hospitalizadas, duas em estado grave. Há novos protestos este domingo.
Protestos em Hong Kong. Foto de JEROME FAVRE, Epa/Lusa.
Protestos em Hong Kong. Foto de JEROME FAVRE, Epa/Lusa.

Após perto de dois milhões de pessoas formarem, na sexta-feira, um cordão humano com 48 quilómetros de comprimento, em defesa dos direitos humanos e da democracia, sábado foi marcado por mais violência.

Depois da marcha pacífica que assinalou a 12.ª semana de protestos, a polícia recorreu a gás lacrimogéneo e balas de borracha para desmobilizar os manifestantes. Foram detidas 29 pessoas, com idades entre os 17 e os 52 anos, acusadas dos crimes de ajuntamento ilegal, posse de armas e ofensas à integridade física de polícias. E dez pessoas foram hospitalizadas, duas em estado grave.

De acordo com a Reuters, os protestos deste domingo juntaram vários milhares de pessoas e voltaram a ficar marcadas pela utilização de gás lacrimogéneo, balas de borracha e canhões de água.

Se o pontapé de partida dos protestos foi o repúdio da polémica proposta de lei — entretanto suspensa — para facilitar a extradição para a China, o movimento pugna pela defesa da democracia e apresenta cinco reivindicações concretas: a retirada completa da lei, a abertura de um inquérito à atuação policial contra os manifestantes, a libertação dos manifestantes presos nas últimas semanas, o abandono das acusações por motim aos participantes nos protestos e a demissão da chefe do governo.

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