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Homofobia na Nigéria: Polícia prende ativistas LGBT

A polícia da Nigéria prendeu 42 ativistas LGBT quando estavam a preparar uma sessão pública de esclarecimento sobre HIV-Sida no hotel Weigh Bridge, nos arredores da capital, Lagos. Uma petição está a ser divulgada na internet a exigir a libertação de todos os ativistas.
A Nigéria é o segundo país africano com mais casos de pessoas infectadas pelo HIV/SIDA e onde se estima haver 3.5 milhões de pessoas infetadas
A Nigéria é o segundo país africano com mais casos de pessoas infectadas pelo HIV/SIDA e onde se estima haver 3.5 milhões de pessoas infetadas

A denuncia está a ser feita pelo ativista LGBT nigeriano Bisi Alimi, que está a chamar a atenção da comunidade internacional para a detenção de 42 ativistas LGBT na Nigéria acusados por atos homossexuais. Segundo o jornal nigeriano Punch, o porta-voz da polícia de Lagos confirmou aos jornalistas a detenção, não adiantando mais detalhes enquanto a investigação prossegue.

Os ativistas foram detidos pela polícia nigeriana numa sessão de esclarecimento e formação que estavam a organizar nos arredores da cidade de Lagos, com o objetivo de discutirem a prevenção de comportamentos e riscos relacionados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). A Nigéria é o segundo país africano com mais casos de pessoas infectadas pelo HIV/SIDA e onde se estima haver 3.5 milhões de pessoas infetadas.

As razões que levaram à prisão destes ativistas estão ainda por esclarecer e, segundo Bisi Alimi, “estão detidos em condições terríveis, sem acesso a comida, enquanto aguardam o julgamento”.

Há uma petição online endereçada ao Ministro da Justiça da Nigéria, Abubakar Malami, para retirar as acusações por "atos homossexuais" e que liberte os ativistas detidos de imediato.

“eventos como estes, organizados por esses homens são essenciais, eles salvam vidas num país que nega o acesso a drogas e tratamento para homens homossexuais infetados com o vírus HIV-Sida”

Bisi Alimi, ativista nigeriano que luta pelos direitos LGBT que teve de abandonar o país quando assumiu a homossexualidade, refere que, “eventos como estes, organizados por esses homens são essenciais, eles salvam vidas num país que nega o acesso a drogas e tratamento para homens homossexuais infetados com o vírus HIV-Sida”.

Bisi declarou ainda que este tipo de sessões são organizadas de forma informal para suprimir o “falhanço do Governo e das entidades públicas em fornecer educação e testes de HIV-Sida às pessoas de forma a evitar futuros casos de propagação da doença”.

Bisi Alimi afirma que é importante a mobilização da comunidade internacional para "garantir a libertação dos ativistas e exigir que todas as acusações contra eles sejam descartadas”.

A homossexualidade na Nigéria é probída por lei e a moldura penal  pode chegar aos 14 anos de cadeia segundo o código penal atual. São vários os relatos de perseguição e violência da polícia e das entidades do Estado da Nigéria à comunidade LGBT.

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