“Há na perceção popular a separação clara do que é o Bloco e o que é o PS”

31 de agosto 2019 - 15:31

O balanço político dos últimos quatro anos e o horizonte estratégico do Bloco foram temas abordados por Pedro Filipe Soares na sessão “Socialismo: Encruzilhadas à esquerda” no Fórum Socialismo 2019.

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Pedro Filipe Soares
Pedro Filipe Soares no Fórum Socialismo 2019. Foto de Paula Nunes.

No fim de semana de debates que decorre na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, Pedro Filipe Soares falou do momento político atual e do contributo dado pelo Bloco de Esquerda ao longo da legislatura que agora termina.

"Não mudamos a nossa perspetiva. O Bloco não perdeu o seu horizonte de transformação, não perdeu a sua identidade, não perdeu o seu programa político (…), mas também não perdemos a nossa capacidade, de pontualmente, em cada momento, fazermos ou os acordos, ou as alianças, ou juntarmos forças com quem podemos juntar forças para determinados objetivos”, afirmou o líder parlamentar bloquista, citado pela agência Lusa.

Para Pedro Filipe Soares, o apoio parlamentar à solução governativa encontrada após as eleições de 2015 não levou a que as pessoas passassem a confundir o Bloco e o PS. E para o demonstrar, citou os resultados da sondagem divulgada na véspera pelo DN e a TSF.

"Uma coisa curiosa dessa sondagem é que a Catarina Martins era vista como chefe da oposição à frente de Assunção Cristas. Ora isto mostra bem como há na perceção popular a separação clara do que é o Bloco de Esquerda e o que é o PS e a perspetiva que o Bloco não se esgota numa aliança com o PS", concluiu.

O líder parlamentar do Bloco aproveitou também para se referir aos ataques de António Costa feitos na semana passada em entrevista ao Expresso, em que associava o crescimento do Bloco de Esquerda nas próximas eleições a mais instabilidade política. “A única vez que o governo esteve para cair foi por iniciativa do Partido Socialista, não foi nem por ação do Bloco de Esquerda, nem por ação do PCP”, afirmou Pedro Filipe Soares, contrapondo os quatro Orçamentos do Estado aprovados com os votos da bancada bloquista.

Nos últimos quatro anos, acrescentou, “não houve nenhum sentimento de instabilidade fosse por instabilidade política ou por instabilidade da situação económica. E por isso o que nós podemos dizer é o contrário: se houve estabilidade na vida das pessoas (…) se deve à ação do Bloco de Esquerda e da ação de outros partidos de esquerda”, sublinhou Pedro Filipe Soares.