Em publicação no twitter, a deputada do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, Marisa Matias escreveu que “investir na militarização só serve o lucro da indústria do armamento. Queremos uma UE da Paz não um exército europeu”.
Estas declarações foram feitas à saída do debate, no Parlamento Europeu, do plano de defesa da União Europeia proposto pela Comissão Juncker, que dá prioridade à aquisição de armamento para um reforço militar da UE.
Marisa Matias escreveu na sua página do Facebook que “a mesma UE que não consegue dar uma resposta às questões sociais, às questões humanitárias, e cada vez mais se distancia de uma resposta solidária decide agora investir uma parte substancial do seu orçamento na criação e armamento de um exército comum”.
Na abertura da sessão plenária no Parlamento Europeu e em representação do grupo parlamentar GUE/NGL, Sabine Loesing disse que “apesar da posição oficial da União Europeia a maioria das pessoas não quer a militarização da União”.
O vice-presidente do grupo parlamentar do GUE/NGL, Neoklis Sylikiotis reforçou esta posição alertando que a militarização proposta pela Comissão Europeia irá ter custos sociais muito elevados para os cidadãos europeus deixando uma pergunta: “Os conflitos em curso, as intervenções externas, o derramamento geral de sangue e os refugiados não são suficientes?”
A deputada do Grupo da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica, Malin Björk, referiu ainda no seu discurso da necessidade de a União Europeia aprofundar a paz e não a sua militarização, pois a paz é um dos pilares da Europa. O grupo parlamentar denunciou ainda o elevado montante orçamental que a comissão pretende gastar com armas, numa altura em que a União deveria ter como objectivo de política interna e externa a promoção dos “direitos humanos, democracia, solução de conflitos e desenvolvimento sustentável”, referiu Malin Björk.
Na intervenção final a deputada finlandesa, Merja Kyllönen disse que qualquer militarização só irá minar ainda mais toda a razão de ser dos fundamentos da UE: "Ainda recentemente o vice-presidente da Comissão Europeia pediu um reinício do processo global de desarmamento - então, por que a UE não age de forma consequente?"
Antes da sessão de debate todo o grupo parlamentar da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica fez uma acção de protesto contra a militarização da União Europeia que ocupou os corredores do Parlamento europeu.