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Guardas-florestais em greve por descongelamento de progressões e promoções

Trabalhadores exigem suplementos de salário, descongelamento das progressões e a integração de mais 200 profissionais. Lembram que foi António Costa quem extinguiu a carreira de guarda-florestal.
Guardas-florestais em greve por descongelamento de progressões e promoções

Os guardas-florestais iniciaram hoje uma greve de três dias, exigindo suplementos de ordenado, descongelamento de progressões e promoções e a integração de cerca de 200 trabalhadores.

A greve é convocada pela Federação dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e será marcada por uma concentração à porta do Ministério da Administração Interna na manhã de dia 20 de junho.

A Federação dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais acusa o primeiro-ministro António Costa de incumprimento da promessa de integrar mais de 200 trabalhadores em abril, e lembra que foi Costa, aquando do desempenho de funções de ministro da Administração Interna, quem extinguiu a carreira dos guardas-florestais.

Orlando Gonçalves, dirigente da comissão executiva da Federação, disse recentemente em declarações à comunicação social que existem atualmente 307 guardas-florestais em funções em Portugal (130 no Norte, a região com mais efetivos). A estrutura sindical defende que passem a ser mil os guardas-florestais no ativo, tal como havia há 25 anos.

“O Governo continua, teimosamente, a recusar a atribuição dos suplementos de função e de escala aos guardas-Florestais do SEPNA/GNR, perpetuando a injustiça resultante de estes terem deveres específicos e funções idênticas às dos militares da GNR adstritos ao SEPNA, mas remunerações que, em média, são 350 euros mais baixas que as daqueles”, pode ler-se no comunicado da Federação dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais enviado à agência Lusa.

Segundo a Federação, o Governo não aceita incluir os suplementos remuneratórios aos guardas-florestais, que era uma forma de acabar com a discriminação.

“Depois de conseguirmos alcançar o fim da extinção da carreira, precisamos de prosseguir a luta pelo direito aos suplementos remuneratórios”, lê-se.

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