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Greves parciais na Transtejo até sexta-feira

As paralisações de três horas por turno devem suprimir as carreiras até às 11h da manhã e entre as 16h15 e as 20h50. Trabalhadores acusam o Governo de ignorar os seus protestos pela melhoria do serviço público.
Foto de Paulete Matos.

Esta semana, os trabalhadores da Transtejo retomam as greves parciais que se iniciaram no dia 8 e prevê-se que a travessia fluvial que liga Cacilhas, Seixal e Montijo à cidade de Lisboa só seja efetuada a partir das 11h da manhã entre esta quarta e sexta-feira. No período da hora de ponta da tarde também não deverão circular embarcações entre as 16h15 e as 20h50, segundo informa a empresa.

"Só há um conflito laboral porque a administração/Governo opta pelo silêncio"

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) diz que o recurso às greves parciais foi a resposta que os trabalhadores encontraram "pelo facto de a administração/Governo não ter iniciado um efetivo processo de negociação, de modo a discutir as reivindicações sindicais, das quais, além da valorização salarial, consta a melhoria do serviço público”.

"A resolução dos problemas nesta e noutras empresas públicas é uma opção política entre fazer os investimentos necessários para valorizar os trabalhadores e os fixar, ou optar por responder às exigências dos grupos económicos/financeiros, à custa dos trabalhadores e do serviço público", prossegue a federação sindical, concluindo que "só há um conflito laboral porque a administração/Governo opta pelo silêncio e por ignorar os protestos de trabalhadores e utentes".

Na primeira semana de greves parciais em agosto, a Fectrans diz que houve "a adesão esmagadora dos trabalhadores e que imobilizou a frota nos períodos da greve", o que deveria ter obrigado a administração a manifestar abertura para negociar. Os trabalhadores reivindicam a valorização dos salários, recusando o "brutal corte salarial" que significa a proposta de aumentos de 0,9% quando a inflação se cifra nos 9,1%. E exigem também medidas concretas que melhorem os meios operacionais, "quer através do recrutamento de trabalhadores, quer com o investimento em equipamentos que permitam colocar a navegar os diversos navios imobilizados e que os novos entrem ao serviço o mais rapidamente".

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