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Greve vai parar aeroportos nacionais durante três dias

Os trabalhadores acusam a Vinci de “inflexibilidade” e de querer reduzir os direitos consagrados no Acordo de Empresa. Exigem ainda a reposição das contribuições da empresa para o fundo de pensões e a contratação de mais recursos humanos porque são alvo de uma “sobrecarga desumana”.
Aeroporto. Foto de Felipe Neves/Flickr.
Aeroporto. Foto de Felipe Neves/Flickr.

Entre 19 a 21 de agosto vai haver greve nos dez aeroportos portugueses concessionados à ANA/Vinci: Lisboa, Porto, Faro, Beja, Funchal, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores.

Dois sindicatos, o SINTAC, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil, e o SQAC, Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial, juntam-se na convocatória do protesto. Referem, em comunicado conjunto, a “inflexibilidade” das propostas que a empresa apresentou e a sua “tentativa de reduzir direitos consagrados no Acordo de Empresa, atacando os direitos que os trabalhadores alcançaram ao longo de décadas”

Os sindicatos criticam a Vinci pela “instabilidade” causada e notam que este anúncio só foi feito “após várias tentativas, ao longo dos últimos anos, de evitar que uma greve fosse adiante”.

Exige-se a reposição das contribuições da Vinci para o fundo de pensões dos trabalhadores, a contratação de mais recursos humanos para operações aeroportuárias, supervisores de operações de socorro e técnicos de manutenção nos vários aeroportos nacionais e que se aumente “dignamente o salário dos seus trabalhadores, tendo em conta os seus resultados e a inflação”.

Ao DN/Dinheiro Vivo, os representantes dos trabalhadores asseguram que “depois de auscultar os vários trabalhadores, temos razões para acreditar que os aeroportos nacionais parem por completo a sua atividade nos três dias de greve” e vincam uma vez mais que “na ANA assiste-se a uma sobrecarga desumana nos recursos humanos existentes”.

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