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Greve simultânea no BCP e Santander a 1 de outubro

Sindicatos convocam greve simultânea contra os despedimentos nos dois bancos, num processo marcado pela prática de assédio laboral aos trabalhadores.
Foto de Pedro Gomes Almeida

Seis sindicatos - SBN, SIB, SBC, SinTAF, SNQTB e Mais Sindicato – estiveram reunidos com a administração do Santander na quinta-feira sobre a situação dos trabalhadores alvo de ameaça de despedimento. Em nota publicada no final da reunião, acusam a administração do banco de “total insensibilidade perante trabalhadores que durante anos deram o seu melhor à instituição e mantendo-se irredutível  em avançar com o despedimento coletivo de cerca de 210 bancários”. Uma posição “em tudo semelhante à do BCP”, sublinham.

Por isso, acrescentam, “não resta outra opção a estes Sindicatos que não seja a greve”. Ela foi marcada em simultâneo no BCP e Santander para o próximo dia 1 de outubro.

Os sindicatos dizem ter apresentado soluções alternativas, sempre rejeitadas pelos bancos que em conjunto lucraram mais de 90 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

“Estes sindicatos convocam todos os trabalhadores do BST e do BCP a participar na greve a realizar na respetiva instituição. Esta é uma causa que respeita a todos os bancários. Não afeta apenas alguns de nós. Chegou o momento de os bancários fazerem ouvir a sua voz na defesa intransigente dos seus direitos e dos postos de trabalho”. A greve conta também com a solidariedade do  STEC – Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do grupo CGD.

A vaga de despedimentos nos dois bancos soma-se à perda de milhares de postos de trabalho no setor nos últimos anos. O objetivo do Santander é de dispensar 685 trabalhadores e já terá concretizado a saída de mais de 400 através de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo. No BCP, a administração anunciou a saída de 700 trabalhadores através de mecanismos semelhantes e vai avançar para o despedimento coletivo de outros 62 que rejeitaram as condições propostas.

Sindicatos e Comissões de Trabalhadores queixaram-se nos últimos meses de situações de assédio laboral aos trabalhadores para os pressionar a assinarem as rescisões.

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