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Greve nos TST com adesão entre 90 a 95%

Os dados são da Fectrans que convocou dois dias de greve. Os trabalhadores exigem atualização salarial, a criação de acordo de empresa e o pagamento de trabalho extraordinário.
Autocarro dos TST. Foto de Antero Pires/Flickr.
Autocarro dos TST. Foto de Antero Pires/Flickr.

No fim da manhã do segundo dia de greve nos Transportes Sul do Tejo, o sindicato reivindicava uma adesão entre 90% e 95%. Depois de terem paralisado na quarta-feira, esta sexta foi dia de uma nova jornada de luta para exigir uma atualização salarial.

Em declarações à Lusa, João Saúde da Fectrans, Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, afirma que os trabalhadores continuam à espera de resposta da empresa depois de terem pedido uma reunião urgente. Ficaram “indignados” com a proposta de tabela salarial feita pela administração

O dirigente sindical explica que a empresa vai eliminar o subsídio de agente único dos motoristas que seria integrado no salário: “isto dá a falsa ideia de que os trabalhadores dos TST passariam de um salário de 700 euros para 840 euros e isso é o que já recebem”. Também não concordam com o aumento do subsídio de alimentação para 6,50 euros e para 7,63 euros no caso do subsídio de alimentação em deslocação.

Em plenário no passado dia 20 de maio, os trabalhadores tinham decidido dar à empresa 15 dias para responder à exigência de atualização salarial, o que não aconteceu. Para João Saúde, “um salário entre 900 e 1.000 euros base, tendo em contra o desgaste da profissão de motorista, a responsabilidade e a violência dos horários, seria, nesta altura, um salário para possível acordo”.

Querem igualmente a criação de acordo de empresa e o pagamento de trabalho extraordinário que "ao longo dos anos" não foi feito.

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