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Greve nas refinarias da Galp ganha força

Face à intransigência da administração, a adesão à greve por parte dos trabalhadores da Petrogal ronda os 85% na refinaria do Porto, impedindo o abastecimento de navios e camiões cisterna.
Refinaria da Petrogal do Porto, em Matosinhos. Imagem Galp.

“Na Refinaria do Porto, a adesão global à greve ronda os 85%, sendo que em alguns sectores da empresa a paralisação atinge os 100%”, diz a Fiequimetal em comunicado.

A federação sindical acrescenta que durante esta greve, que começou em dezembro e vai até ao dia 14 de janeiro, “nenhum navio atracou e nenhum foi abastecido, os camiões-cisterna continuam em fila de espera sem qualquer abastecimento para distribuição, os serviços de manutenção estão completamente paralisados e, na produção, apenas são asseguradas as cargas mínimas impostas”.

Na refinaria de Sines, a adesão à greve tem aumentado de dia para dia, “apesar das dificuldades impostas pelos despachos antigreve ilegítimos e ilegais, emitidos pelo Governo, em subserviência à vontade da administração da empresa”.

A greve foi convocada após a 11ª reunião para negociar um acordo com a administração no sentido de garantir a contratação coletiva e manter os direitos laborais e sociais na empresa. Mas a falta de propostas da administração levou os trabalhadores a decidirem avançar para esta paralisação.

Entre os objetivos da greve está o de travar “a ofensiva da Administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais”, melhorar salários, combater a eliminação de direitos dos trabalhadores por turnos e a implementação do “banco de horas” e defender os regimes de reformas, saúde e outros benefícios sociais “alcançados com muita luta, ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida”.

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