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Greve nacional de professores convocada para 5 de novembro

As federações sindicais Fenprof e FNE convocaram a greve nacional para criticar a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, considerando que é “omissa” em relação aos problemas dos docentes, e para protestar contra o “bloqueio negocial” do Ministério da Educação.
Manifestação de 5 de outubro de 2021 - Foto de FENPROF
Manifestação de 5 de outubro de 2021 - Foto de FENPROF

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE) convocaram greve nacional para 5 de novembro, uma semana antes da greve nacional da Função Pública, convocada para 12 de novembro. Outros sindicatos de professores deverão também convocar greve para 5 de novembro, nomeadamente a Associação Sindical de Professores Licenciados e o Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação.

Ambas as federações sindicais criticam a proposta de OE 2022, por ignorar os problemas do setor, designadamente, questões que afetam a carreira docente e também os trabalhadores não docentes.

Desrespeito do Governo por professores e educadores, critica FENPROF

No comunicado de convocação da greve nacional, a FENPROF diz que a proposta de lei de OE 2022 “veio confirmar o desrespeito do Governo pelos professores e educadores ao ignorar em absoluto os seus problemas e, também, o seu inestimável contributo para o sucesso dos alunos”.

Esta federação sindical salienta a falta de professores, critica o Governo por não aprovar medidas para promover “uma crescente atratividade da profissão” e acusa o executivo de “bloqueio negocial que se estende há anos”. A federação cita como matérias muito importantes para os docentes em que o Governo recusa a negociação: “carreira, designadamente recuperação do tempo de serviço, eliminação do regime de vagas ou alteração do regime de ADD, aposentação, combate à precariedade ou melhoria das condições de trabalho, pondo fim aos abusos e ilegalidades que afetam os horários de trabalho”.

A Fenprof refere ainda que os professores reclamam também a revogação do processo de municipalização da Educação e a democratização da gestão das escolas. A federação anuncia também uma reunião do seu Conselho Nacional a 22 e 23 de outubro para debater outras ações e formas de luta.

Proposta de OE 2022 esquece educação e escolas, acusa a FNE

A Federação Nacional da Educação (FNE) acusa a proposta de Orçamento do Estado para 2022 de esquecer a “educação, as escolas, os alunos e os professores”. “É, na prática, um orçamento que prossegue uma política de falta de investimento na Educação e que não prevê soluções para os principais problemas que afetam o sistema educativo e os seus profissionais”, critica esta federação sindical, que considera “imprescindível” que o OE destine à Educação 6% do orçamento.

A FNE, tal como a FENPROF, acusa também o Governo de falta de “efetivo diálogo social no setor da Educação” e salienta também a falta de medidas que tornem a carreira atrativa.

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